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Páscoa: A última (primeira) ceia

Bom dia, boa tarde e boa noite querido leitor!

Hoje damos início à uma série de três postagens sobre a Páscoa. Augustus Nicodemus escreveu certa vez que:
Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.¹
Assim como ele, nós do blog DAC, optamos pela última atitude!

Conversaremos aqui sobre três acontecimentos importantes dentre todos os que antecederam a morte e ressurreição de Jesus. Não queremos esgotar o tema, mas refletir com você sobre o que aconteceu e como isso afeta nossa caminhada cristã!


Eu sou de família cristã de origem católica e desde cedo fui ensinada a respeito da importância de cada atitude tomada por Jesus. Depois de a primeira comunhão, todo católico pode participar do momento da comunhão em suas missas, ou seja, tomar a hóstia (aquela pequena rodela muito fina, branquinha, feita de pão ázimo). Quando migrei para o protestantismo, me deparei com situação semelhante nas celebrações da ceia, agora, então, com um outro significado.

Fato é que há uma preocupação de ambas as partes em preservar algo. Se você não sabe, o momento de ceia realizado nas igrejas é um cumprimento da ordem de Cristo "façam isto em memória de mim". É uma extensão de algo que o próprio Jesus realizou e que, como completou Paulo, deve ser repetido como uma maneira de anunciar a morte do Senhor bem como sua ressurreição até que Ele venha (1 Coríntios 11:23-26).

Certamente a ceia da qual estamos falando não foi a primeira vez em que Jesus parou para um jantar com os amigos, mas desta vez o clima estava diferente: havia no ar um sentimento de inquietação da parte de Jesus e de dúvidas da parte do discípulos. O mestre falava sobre a ansiedade por aquele momento, sobre uma futura traição do meio dos seus, sobre ser chegada a sua hora de partir e usava metáforas sobre o momento de entrega de seu corpo e derramar de seu sangue. 

Ainda assim, nada impediu que eles fossem família mais uma vez! Gosto de imaginar que eles ouviram Jesus, conversaram, riram uns com os outros, se lembraram dos momentos que passavam em suas caminhadas enquanto aprendiam com o mestre e presenciavam os milagres que Ele fazia, tudo regado com música e oração!


Ao participar dos momentos de ceia hoje, sou levada a esse momento de comunhão com Cristo e a uma profunda reflexão sobre o significado da vida de Jesus aqui na Terra. Penso em tamanha humilhação a que Ele se submeteu ao vir aqui, se rebaixar a ponto de ficar cara a cara com pecadores hipócritas e orgulhosos como um igual. Não bastasse isso, ele come com eles, ensina-os, cuida deles e estende o convite da salvação para todo aquele que crer nele genuinamente.

Pense em você. Se quando faz uma coisinha boa já se acha a Madre Teresa de Calcutá, imagine se fosse perfeito, sem nenhum erro, nenhum pecado. Será que escolheria andar com um bando de mentirosos, corruptos, maltrapilhos, prostitutas e blasfemos? Eu não sei se conseguiria. Deus, por meio de Jesus, o fez.

E ao instituir a ceia e dizer "façam em memória de mim" posso ouvi-lo: "Tragam à memória aquilo que eu fui enquanto estive com vocês! Eu fui a imagem perfeita de Deus (Colossenses 1:15), fui o amor caminhando sobre a Terra, fui o ser humano ideal, fui tentado mas suportei, fui traído mas perdoei, fui morto mas ressuscitei. Eu fui tudo o que há de melhor!".

O acontecimento da última ceia foi, na verdade, o acontecimento da primeira ceia de muitas! Foi um momento planejado por Jesus para nos dar a missão de preservar viva a memória e vida dele em nós, para nos fazer lembrar que devemos anunciar sua morte e ressurreição até que Ele venha e ter parte espiritual na história²! Não é porque conhecemos a verdade que já está tudo certo. Temos a missão de anunciar e de viver a comunhão com Ele e com o corpo dEle espalhado por toda a Terra.

Daqui a alguns dias, muitas pessoas estarão reunidas com suas famílias, trocarão chocolates e festejarão sem ao menos saber pelo que festejam, Cristo será pretexto para feriado e farra. Mas o desejo do nosso coração é que você não seja assim. Que ao olhar para toda a movimentação você se lembre do real sentido de tudo! Que seja grato e que abrace a missão de fazer, não somente da ceia (se você tem a oportunidade de participar), mas da vida um memorial da morte e ressurreição de Jesus até que Ele venha!

Com amor,
Mari Godoi.


Leia mais em:

¹ NICODEMUS, Augustus. Verdades e mitos sobre a Páscoa. Disponível em <Voltemos ao Evangelho: Verdades e Mitos sobre a Páscoa>. Acesso em: 04 abr.2017.

²PIPER, John. Por que e como celebramos a ceia do Senhor? Disponível em <Focados no Evangelho: Por que e como celebramos a ceia do Senhor?>. Acesso em: 04 abr.2017.

Bíblia Sagrada Online. Versículos sobre a Última Ceia. Disponível em <Bíblia On: Versículos sobre a Última Ceia>. Acesso em: 04 abr.2017.

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