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Muita emoção, nenhuma conversão

A paz do Senhor meus queridos!
Como estão?
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Ao abrir meu painel do blogger hoje me deparei com uma atualização de um dos blogs que sigo, onde a notícia falava sobre uma apresentadora de um programa de televisão que chorou ao ouvir uma música de uma cantora evangélica, que enquanto a cantora fazia sua apresentação a moça ficou muito emocionada e a cantora também, enfim, vocês devem saber quem é.
Então decidi postar sobre isso hoje, falar um pouco sobre o emocionalismo extremo de muitos que se dizem cristãos, mas que após seus momentos maravilhosos na presença de Deus, simplesmente voltam à suas vidas normais. O que realmente deveria acontecer depois de uma emocionante noite de culto ou oração? Por que tantas pessoas choram, pulam, gritam, dançam, sapateiam ... Mas depois disso não há sequer um sinal de mudança na vida delas? Será que chorar ao ouvir lindos louvores significa algo? E se eu não chorar? Quer dizer que não estou sentindo a presença de Deus?




Para algumas pessoas, as respostas para as perguntas acima podem parecer simples, mas para outras são reais dúvidas. Quantas vezes eu estava em uma reunião de oração, via muitas pessoas chorando e de mim não saía uma lágrima, então eu me inquietava: Como será possível? Todos sentem, menos eu!
Eu ficava mesmo muito aflita por isso, até hoje, foram poucas as vezes em que chorei em orações, talvez eu até consiga contar; isso acontece porque sou insensível à ação de Deus?
Não, chorar ou não chorar nunca significou algo realmente relevante em momentos de oração, a bíblia, poucas vezes cita pessoas que choraram em momentos assim.

Mas então porque muitos choram? E como saber se essas lágrimas são realmente sinceras e não apenas para chamar a atenção de outras pessoas?

Bem, vamos por partes:

~> As pessoas choram em momentos de oração e adoração porque se sentem emocionadas. Isso é errado? Não, porém, existem pessoas que são sensíveis por natureza, já nasceram assim, choram por qualquer coisa, sendo assim, é fácil para elas chorar em momentos de oração (não estou condenando ninguém, até porque sou uma manteiga derretida em certas partes), mas o que eu quero dizer é que apenas se chorar e depois ficar por isso mesmo não é o essencial, não é sinal de muita coisa, a não ser de que você tem uma grande facilidade de se emocionar e externar isso em lágrimas.

~> Então, como identificar se as lágrimas são resultados de uma ação interna de Deus na vida das pessoas? Perceba, os que choram porque sentem o peso de seus pecados, o sentimento de angústia e arrependimento, são renovados por Deus e depois sentem um enorme desejo de mudar para agradar à Deus. Os que choram por sentir a alegria de estar com Deus, querem sempre mais se regozijar e estar na santa presença dEle, também há aqueles que estão sendo curados de traumas passados ou situações difíceis, que estão liberando perdão ou sendo tratados por Deus, e todo tratamento de feridas dói, por isso as lágrimas. 

O choro causado pela ação de Deus gera resultados, o choro que é fruto de mero emocionalismo, não.
Como eu disse no início do post, chorar ou não chorar não é tão significativo. Depois que Deus me abriu os olhos para entender isso, fiquei muito mais aliviada e também muito mais livre para estar diante dEle e não me sentir cobrada a ter que derramar lágrimas para mostrar ou saber que estou sentindo a Sua doce presença. Aprendi que o que realmente importa é que eu O adore em espírito e em verdade, apresentando o meu corpo como culto racional à Ele, isso sim me fará estar mais perto de Deus e assim Ele pode me renovar e me transformar, trabalhar em  minha vida e gerar mudanças reais de que sou nova criatura.

Espero que você também entenda isso, o importante mesmo são os resultados, as consequências que um verdadeiro momento de adoração trazem para a vida do adorador, e não a quantidade de lágrimas que ele derrama.

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1

Deus abençoe!
Com carinho,
Mari

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