Pular para o conteúdo principal

Há 4 anos: antes de conhecer a eternidade.


Isso pode parece só mais um texto clichê sobre a vida de um pecador antes e depois de conhecer a Cristo, mas mesmo assim quero compartilhar o que Ele fez e faz em minha vida cada dia.
Mesmo com um pouco mais de 2 anos de conversão eu ainda me surpreendo com o graça do Senhor por mim...com o Seu cuidado e com o Seu amor, e tudo o que Ele faz, tudo, é extremamente lindo.


Há 4 anos atrás eu não sabia quem eu era, não tinha me encontrado ainda, era simplesmente mais um ser humano buscando ser alguém importante. 
Hoje eu tenho 16 anos e desde sempre fui muito madura pra certas coisas, porém não sei se isso foi um ponto positivo pois me privou de viver coisas que deveria ter vivido naquela idade... Parece estranho e exagerado narrar a vida de uma garota de 12 anos dessa maneira, como se eu fosse a "maior pecadora do mundo" rs mas não, infelizmente se o maior pecador do mundo existisse eu não me esquivaria de se-lo. Eu nunca matei ninguém, nem roubei, nem fiz nada dessas coisas que as pessoas julgam como "O pecadão", o que te leva para o inferno, o que te torna "mau", mas o meu coração pecava a cada instante, era quase que costume, algo comum... E eu nunca enxergava. 
De 0 até uns 5,6 anos de idade eu frequentei a Primeira Igreja Batista em Moreira César ( onde eu congrego atualmente), eu morava com meus avós e com a minha mãe, meus avós eram católicos e minha mãe evangélica e ela sempre me levava com ela. Na minha passagem de 6 pra 7 anos minha mãe se mudou pra São Paulo em busca de oportunidades de emprego e por conta da má estabilidade dela lá eu fiquei morando com meus avós "temporariamente", nisso eu comecei a frequentar a igreja católica, fiz catequese, primeira comunhão, até comecei a me preparar para a crisma mas ai parei e não quis mais ir. Os meus 12 e 13 anos foram virados do avesso, e ninguém além de mim e algumas pessoas sabiam disso, pois eu nunca fiz nada pra me aparecer, a não ser a minha aparência que era bem bizarra, umas roupas estranhas e uns cabelos mais estranhos ainda, mas nunca fiz nada por rebeldia ou só pra contrariar alguém. No final dos meus 13 anos eu comecei a sentir muita vontade de voltar pra igreja (evangélica) porém minha vó bloqueava um pouco e não me deixava ir, de certa forma eu entendo ela, ou não, não sei, mas talvez ela tivesse seus motivos... Tinha uma igreja em um outro bairro perto do meu, era a Segunda igreja Batista em Moreira César (ps: lá tinha um menino gato que eu era meia "afim"), e essa igreja era perto da igreja católica, então eu comecei a ir e dizia pra minha vó que ia na missa e ia na EBD lá dessa igreja, fiz isso um tempinho mas sabia que não podia, que eu estava errada por mentir pra minha vó, por mais que fosse pra ir á igreja, mas eu não poderia fazer isso por nenhum outro motivo. Então eu comecei a orar e pedir pra que Deus fizesse minha vó me deixar ir rs. Depois de uns dois meses, em um domingo qualquer eu acordei, me arrumei e disse pra minha vó que estava indo pra igreja, ai ela disse ok como se fosse a coisa mais normal do mundo (que pra ela não era), então eu fui, sozinha, sem ninguém me convidar, fui na EBD da minha antiga igreja, livre, leve e solta! Chegando lá só algumas pessoas se lembraram de mim, afinal eu tinha crescido bastante rs.
Fui no culto pela noite e o pastor deu o aviso do retiro de carnaval, seria na próxima semana e eu queria muito ir, e nesse dia minha mãe estava em casa para a glória de Deus, então ela pagou e fez a minha inscrição. Dentro da igreja eu só tinha uma conhecida, a Bella, uma amiga eu conhecia a muito tempo antes dela também se tonar cristã, foi minha companhia no retiro.
Posso dizer com toda certeza que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e foi o Espírito Santo que me convidou a estar lá. Era Ele a todo momento me movendo, me mostrando onde eu deveria andar, pois eu não tinha ninguém além Dele. 
Foi como uma luz ascendendo no meio da escuridão, eu sai do breu que vivia e enxerguei Jesus, enxerguei o pecado da sua pior forma, eu reconheci que tudo o que fazia estava me levando pra longe Dele. E então Ele amou da melhor maneira possível, lavou meu coração de tristezas e colocou alegria. 
Eu conheci a eternidade. 
E daquela dia até o resto dos tempos eu me lembrarei disso, e adorarei a Ele, Aquele que me amou e me deu a vida!


                                                                                                                   Um beijo, Poli <3

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A menina da casa de Naamã

Olá meus queridos e minhas queridas!
A paz do Senhor!


A história de Naamã eu já conhecia, mas depois de ler mais uma vez notei algo que ainda não havia percebido.

Eu, eu mesmo e Pedro

Agora não compreendes o que eu faço, mas depois entenderás.
Em uma conversa casual, refletindo sobre este versículo, algo nos chamou a atenção.  Já ouvimos em muitas aplicações como temos atitudes semelhantes às dos personagens bíblicos, Adão é aquele citado para falar de quem não assume a responsabilidade dos seus atos e sempre joga a culpa em outra pessoa, ou Jonas quando foge do chamado de Deus, ou Moisés que sempre coloca um empecilho para aceitar a missão que Deus lhe confiou... A reflexão de hoje nos aproxima mais uma vez de um personagem bíblico e nos traz algumas lições. Vamos juntos?

Muita emoção, nenhuma conversão

A paz do Senhor meus queridos!
Como estão?
_______________________________________

Ao abrir meu painel do blogger hoje me deparei com uma atualização de um dos blogs que sigo, onde a notícia falava sobre uma apresentadora de um programa de televisão que chorou ao ouvir uma música de uma cantora evangélica, que enquanto a cantora fazia sua apresentação a moça ficou muito emocionada e a cantora também, enfim, vocês devem saber quem é.
Então decidi postar sobre isso hoje, falar um pouco sobre o emocionalismo extremo de muitos que se dizem cristãos, mas que após seus momentos maravilhosos na presença de Deus, simplesmente voltam à suas vidas normais. O que realmente deveria acontecer depois de uma emocionante noite de culto ou oração? Por que tantas pessoas choram, pulam, gritam, dançam, sapateiam ... Mas depois disso não há sequer um sinal de mudança na vida delas? Será que chorar ao ouvir lindos louvores significa algo? E se eu não chorar? Quer dizer que não estou sentindo a presença de…